13/10/2004 17:02
Ele me domina como um aluno rebelde domina, hoje em dia, seus profesores. Ele é mau, e me torna má também. E me faz sentir até pena dos que torno maus. Não consigo mais viver, nem amar, sem sentir culpa por machucar alguém. Eu sei, na pele, o que é ser ignorado, ou pior, ignorado as vezes. Quem me dera ele pelo menos me escancarasse um não na cara logo de uma vez. Quem me dera ele nunca tivesse olhado pra mim um dia. Quem me dera ele nunca dissesse que estava seriamente desconfiado de uma paixão repentina e enlouquecedora por mim. Mas não, ele, assim como eu, fez questão de me dar o gosto, de me deixar beijar, morder, lamber, chupar e degustar cada centimetro de corpo, coração e alma. Filho da puta. Ele e eu. Não se aproximem: perigo, perigo e perigo. Somos mortais aos seus sonhos e desejos mais profundos. Somos mortais ao seus sentimentos. Somos muito filhos da puta. E te amamos, do fundo do coração.
enviada por Dama Morrigan
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